Venezuelanos no Brasil enfrentam trabalho precário e exploração, sendo o maior grupo estrangeiro no país.
A crescente comunidade venezuelana no Brasil, que já se tornou o maior grupo estrangeiro segundo o Censo de 2022 do IBGE, enfrenta desafios significativos. Embora a Operação Acolhida tenha regularizado a documentação de muitos, o caminho para a reinserção social e profissional é árduo e, muitas vezes, marcado pela exploração.
Apesar dos esforços do governo e de organizações internacionais, a rápida chegada de migrantes venezuelanos tem exposto essa população a condições de trabalho degradantes e precárias. A busca por dignidade se depara com a dura realidade da informalidade e da vulnerabilidade.
Relatórios indicam que a dificuldade em encontrar empregos formais é acentuada, abrindo portas para situações de trabalho escravo e tráfico de pessoas. A situação exige atenção e ações contínuas para garantir direitos e oportunidades a todos.
O Censo Revela: Um Brasil Mais Diverso e Desafiador
Os dados do Censo de 2022 do IBGE mostram uma transformação significativa na demografia brasileira. Os venezuelanos agora formam o **maior grupo estrangeiro no país**, com mais de 271 mil pessoas. Esse número representa um aumento expressivo em comparação com 2010, quando o contingente era quase cem vezes menor, evidenciando a **intensa migração venezuelana** nas últimas décadas.
Operação Acolhida: Um Esforço com Limitações
A Operação Acolhida tem sido fundamental para a regularização da documentação de muitos venezuelanos, encaminhando-os para postos de trabalho, principalmente na região Sul do Brasil. No entanto, o **fluxo migratório explosivo** tem superado a capacidade de absorção, expondo muitos a ocupações precarizadas.
A Realidade do Emprego: Probabilidades Desiguais
Um relatório conjunto do Banco Mundial e da UNHCR, agência de refugiados da ONU, aponta uma realidade preocupante: a probabilidade de um venezuelano encontrar um emprego formal no Brasil é **64% menor** que a da média dos brasileiros. Essa disparidade contribui para a vulnerabilidade e a dificuldade de estabilização.
Casos de Exploração e Trabalho Degradante
A precariedade no mercado de trabalho tem levado a um aumento de episódios de trabalho escravo e tráfico de pessoas. Um exemplo alarmante ocorreu em fevereiro de 2023, em Rio do Sul (SC), onde o Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 24 migrantes em condições análogas à escravidão. O grupo vivia em alojamentos sem estrutura básica, como cozinha, colchões e abastecimento de água, evidenciando a **extrema vulnerabilidade** enfrentada por muitos.
