Petróleo opera instável com invasão na Venezuela e prisão de Maduro.
O mercado de petróleo registrou um dia de **intensa volatilidade** nesta segunda-feira, primeiro dia de negociações após a invasão da Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos.
Os contratos futuros de petróleo, que inicialmente abriram em queda, passaram a apresentar oscilações significativas, alternando entre perdas e ganhos em um cenário de **incerteza geopolítica**.
Essa instabilidade reflete as preocupações dos investidores quanto ao futuro da produção e exportação de petróleo em uma região crucial para o fornecimento global, conforme informação divulgada pelo CME Group.
Queda inicial nos contratos de petróleo
Logo após a abertura dos negócios na Bolsa eletrônica do CME Group, em Chicago, os preços do barril de petróleo apresentaram desvalorização. O contrato do tipo Brent, referência para os mercados europeu e asiático, com vencimento em março, operava em baixa de 0,44%, cotado a US$ 60,78.
Simultaneamente, o contrato do barril WTI (West Texas Intermediate), referência para o mercado americano e com vencimento em fevereiro, registrava uma queda de 0,70%, atingindo US$ 56,92. Essa retração inicial refletiu o impacto imediato das notícias sobre o conflito.
Volatilidade toma conta do pregão
Apesar da abertura em baixa, a situação nos mercados mudou rapidamente. Os contratos de petróleo, que chegaram a recuar em até 1%, começaram a oscilar perto da estabilidade. Essa mudança de comportamento demonstra a dificuldade dos investidores em precificar o impacto real dos eventos.
Após cerca de uma hora de pregão eletrônico, observou-se uma recuperação parcial das cotações. O contrato Brent passou a subir 0,15%, alcançando US$ 60,83, enquanto o WTI apresentava uma leve alta de 0,02%, negociado a US$ 57,33.
Impacto no mercado global de energia
A instabilidade nos preços do petróleo, motivada pela invasão da Venezuela e pela captura de Maduro, gera apreensão em todo o mercado global de energia. Qualquer interrupção significativa na produção ou exportação venezuelana pode ter reflexos diretos nos preços internacionais.
Analistas monitoram de perto os desdobramentos políticos e militares na Venezuela, pois qualquer escalada ou resolução do conflito terá um impacto direto na oferta e na demanda de petróleo, influenciando as cotações nos próximos dias e semanas.
