Presidente do Fed de Minneapolis alerta para risco de alta do petróleo vindo da Venezuela
A instabilidade na Venezuela, especialmente se resultar na prisão do líder Nicolás Maduro, representa um risco significativo para a economia dos Estados Unidos. O principal temor reside em uma possível elevação nos preços do petróleo, um dos pilares da economia global e um fator crucial para a inflação e o poder de compra dos consumidores americanos.
A declaração foi feita por Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, em entrevista recente. Ele comparou a situação com outros eventos geopolíticos que impactaram os mercados de commodities, como a invasão da Ucrânia pela Rússia.
No entanto, Kashkari fez questão de ressaltar que, até o momento, não há evidências concretas de que essa ameaça esteja se materializando. O impacto direto nos preços do petróleo, que afetaria a economia dos EUA, ainda não foi observado, o que traz um certo alívio, mas a vigilância permanece.
O mecanismo de risco: petróleo em foco
Kashkari explicou que o principal canal pelo qual a Venezuela poderia afetar os Estados Unidos é através do mercado de petróleo. Uma crise mais acentuada no país sul-americano, ou ações drásticas contra seu líder, poderiam, teoricamente, interromper o fornecimento ou gerar incertezas que impulsionariam o preço do barril.
Ele citou como exemplo o choque que a invasão da Ucrânia pela Rússia causou nas commodities em todo o mundo. Esse tipo de evento tem o potencial de desestabilizar mercados e gerar inflação global, impactando diretamente a economia americana, que é altamente dependente do petróleo.
Comparação com outros eventos globais
O presidente do Fed de Minneapolis fez um contraponto com outros eventos recentes. Ele observou que o ataque do Hamas a Israel, embora grave, não gerou um choque similar nos preços das commodities. Da mesma forma, a atual situação envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, até agora, não desencadeou essa mesma reação no mercado petrolífero.
“Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, provocou um choque nos preços das commodities em todo o mundo. Isso não aconteceu com o ataque do Hamas a Israel. Não aconteceu agora com os EUA e a Venezuela”, afirmou Kashkari, destacando a ausência de um impacto imediato e expressivo.
Cenário atual: sem sinais de alerta no petróleo
Apesar de reconhecer o potencial risco, Neel Kashkari enfatizou que, no presente momento, não há sinais claros de que a economia americana esteja sendo afetada pela situação venezuelana através da alta do petróleo. A ausência de um movimento brusco nos preços é um fator tranquilizador, mas a vigilância sobre possíveis desdobramentos futuros continua sendo fundamental para o Fed.
“Até agora, não vejo isso”, concluiu Kashkari, indicando que, embora o mecanismo de risco exista, ele ainda não se manifestou de forma a preocupar a autoridade monetária americana. A observação atenta dos mercados e da geopolítica permanece uma prioridade.
