Aumento de 62% nas denúncias de assédio moral marca o governo Lula em 2025, segundo CGU
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um número alarmante de denúncias de assédio moral em 2025. Foram 7,2 mil queixas formalizadas na administração federal, uma média de 20 casos por dia. Este dado representa um salto de 62% em relação ao ano anterior, 2024, e um crescimento impressionante de 600% comparado a 2020.
O levantamento, divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU), indica uma tendência de crescimento contínuo nas queixas nos últimos seis anos. Em 2020, ainda sob a gestão anterior, foram registrados 1.029 casos. O número de 7.227 em 2025, portanto, demonstra uma escalada significativa.
A CGU, no entanto, atribui essa disparada a um fator positivo: o maior estímulo e a confiança dos servidores em formalizar suas queixas. Segundo o órgão, o aumento não deve ser visto apenas como um reflexo quantitativo, mas sim como resultado da ampliação do conhecimento sobre o tema e do fortalecimento dos canais oficiais de denúncia. Conforme informação divulgada pela própria CGU, “o crescimento das manifestações está associado, em grande medida, à ampliação do conhecimento sobre o tema, às ações de comunicação e sensibilização e ao fortalecimento dos canais de denúncia”.
CGU Explica Aumento e Reforça Canais de Denúncia
A Controladoria-Geral da União esclarece que a elevação no número de denúncias de assédio moral em 2025 não deve ser interpretada unicamente sob uma ótica quantitativa. O órgão enfatiza que o aumento está intrinsecamente ligado a um maior conhecimento sobre o tema, a ações de comunicação e sensibilização, e ao fortalecimento dos canais de denúncia. Iniciativas como o Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD), instituído pelo Decreto nº 12.122/2024, e orientações técnicas que ampliaram a credibilidade desses canais, contribuíram para este cenário.
A CGU também destacou que realizou cerca de 20 treinamentos sobre assédio e discriminação para servidores de todo o Poder Executivo Federal apenas no segundo semestre de 2025. Essas ações visam a prevenção e o enfrentamento do problema no âmbito federal, buscando criar um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso.
CGU e Ministérios Lideram Recebimento de Denúncias de Assédio Moral
As 7,2 mil denúncias de assédio moral registradas em 2025 foram distribuídas entre 301 órgãos federais em todo o país. A própria Controladoria-Geral da União (CGU) concentrou o maior volume de reclamações, com 676 registros em sua ouvidoria. Este número inclui relatos de servidores da própria CGU e de outros setores do governo federal.
Em seguida, o Ministério do Trabalho aparece com 325 denúncias, e o Ministério da Saúde com 198. Outros órgãos citados no levantamento incluem a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com 101 queixas, e a Eletronuclear, com 87 registros. A CGU ressalta que sua ouvidoria é um ponto de recebimento para diversas áreas do governo.
Definição de Assédio Moral e Descarte de Casos Sem Informações
A CGU define assédio moral como uma **conduta abusiva** que submete pessoas ou grupos a situações hostis, humilhantes, constrangedoras, intimidadoras, agressivas e de menosprezo. Essa prática, segundo o órgão, causa **sofrimento psíquico ou físico**, impactando negativamente a vida pessoal e profissional das vítimas.
É importante notar que, das 7,2 mil denúncias contabilizadas em 2025, outras 1,4 mil foram descartadas logo no início do processo. A Controladoria explicou que esses registros não continham informações mínimas necessárias, como a identificação dos envolvidos ou uma descrição detalhada dos fatos, impedindo a apuração.
Compromisso da CGU com a Apuração e Proteção ao Denunciante
A Controladoria-Geral da União reitera seu compromisso com o tratamento responsável das manifestações de assédio moral, garantindo a proteção ao denunciante e o aprimoramento contínuo dos processos de apuração. Todas as denúncias registradas na Plataforma Fala.BR passam por uma análise técnica e estruturada, seguindo os normativos vigentes.
O órgão assegura que a admissibilidade é verificada e os casos são encaminhados às unidades competentes sempre que indícios suficientes são identificados. Esse procedimento garante o devido processo legal e o sigilo das informações, incentivando os servidores a buscarem seus direitos.
