Confiança Empresarial da FGV em Dezembro: Um Olhar Detalhado
O Índice de Confiança Empresarial (ICE), divulgado pela FGV, encerrou o ano de 2025 com uma leve alta. Em dezembro, o índice alcançou 90,8 pontos, um avanço de 0,3 ponto em relação a novembro, com ajuste sazonal. Essa variação, embora modesta, sugere um cenário de otimismo cauteloso entre os empresários para o início de 2026.
A análise dos componentes do ICE revela um cenário misto. Enquanto o Índice de Expectativa mostrou um desempenho positivo, o Índice de Situação Atual apresentou uma leve contração. Essa dualidade nos dados é crucial para entender as nuances do ambiente de negócios no final do ano passado.
Conforme informação divulgada pela FGV, a evolução desses índices reflete as expectativas e a percepção dos empresários sobre o cenário econômico. Acompanhe os detalhes e o que esses números podem significar para o futuro próximo da economia brasileira.
Indicadores com Ajuste Sazonal: Otimismo Cauteloso
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) apresentou um aumento de 0,3 ponto em dezembro, atingindo 90,8 pontos, já considerando o ajuste sazonal. A média móvel trimestral do índice fechou o mês em 90,7 pontos, superando ligeiramente os 90,6 pontos registrados em novembro. Essa trajetória ascendente, ainda que discreta, sinaliza uma melhora na percepção geral do empresariado.
O Índice de Situação Atual (ISA), que reflete a percepção das empresas sobre o momento econômico presente, registrou uma pequena queda. Em dezembro, o ISA ficou em 91,8 pontos, um recuo de 0,1 ponto em relação aos 91,9 pontos de novembro, após ajuste sazonal. Essa retração indica que, apesar do otimismo geral, a avaliação do cenário atual se manteve ligeiramente mais contida.
Em contrapartida, o Índice de Expectativa (IE), que mede as projeções dos empresários para os próximos meses, mostrou um avanço mais expressivo. O IE avançou 0,7 ponto em dezembro, alcançando 89,9 pontos, um patamar significativamente superior aos 89,2 pontos de novembro, também com ajuste sazonal. Essa alta na expectativa é um dos pontos mais positivos do levantamento.
A tabela que acompanha o boletim da FGV detalha essas variações, mostrando a diferença em pontos em relação ao mês anterior. O ICE, por exemplo, teve uma variação positiva de 0,3 ponto, impulsionado pela melhora nas expectativas. Já o ISA registrou uma variação negativa de 0,1 ponto, enquanto o IE teve um ganho de 0,7 ponto.
Análise Comparativa: Dezembro vs. Novembro e Ano Anterior
A comparação com o mês anterior (novembro de 2025) evidencia a dinâmica contrastante entre a situação atual e as expectativas. Enquanto o índice que mede a percepção sobre o presente recuou ligeiramente, o que avalia as projeções futuras demonstrou um avanço mais robusto, indicando que os empresários depositam mais confiança no futuro do que no cenário econômico de dezembro.
Ao analisar os dados de dezembro de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior (dezembro de 2024), a diferença se torna mais acentuada. O ICE sem ajuste sazonal caiu 5,1 pontos, de 94,1 para 89,0 pontos. O ISA também recuou significativamente, de 100,9 para 95,1 pontos, uma queda de 5,8 pontos.
O Índice de Expectativa, na comparação anual, também apresentou retração, de 86,6 pontos em dezembro de 2024 para 82,6 pontos em dezembro de 2025, uma queda de 4,0 pontos. Esses números refletem um cenário econômico mais desafiador em 2025 quando comparado ao final de 2024, segundo a percepção dos empresários.
Perspectivas para 2026: Confiança e Desafios
A alta no Índice de Expectativa, apesar da queda no Índice de Situação Atual, pode ser interpretada como um sinal de que os empresários estão antecipando melhorias futuras, possivelmente ligadas a políticas econômicas ou a uma recuperação esperada do mercado. O ICE com ajuste sazonal, ao registrar um leve avanço, corrobora essa visão de otimismo cauteloso.
É fundamental observar como esses indicadores evoluirão nos primeiros meses de 2026 para confirmar se a melhora nas expectativas se traduzirá em um cenário econômico mais favorável e em decisões de investimento mais robustas por parte das empresas. A confiança empresarial é um termômetro importante para a saúde da economia.
A pesquisa da FGV, que abrange diversos setores da economia, fornece um panorama valioso sobre o sentimento do empresariado. A análise detalhada dos componentes do ICE, como a Situação Atual e a Expectativa, permite compreender melhor os fatores que influenciam a confiança e, consequentemente, as decisões de investimento e produção.
