O ano de 2025 foi um turbilhão de acontecimentos para a aviação, com recordes de passageiros, discussões de fusão e incidentes que abalaram o setor.
O setor aéreo em 2025 foi marcado por um crescimento expressivo no número de passageiros, alcançando marcas históricas. Ao mesmo tempo, empresas buscaram novas estratégias, como a avaliação de combinação de negócios, enquanto incidentes e acidentes trouxeram reflexões sobre segurança e operações.
A aviação executiva também celebrou um período de expansão significativa, com aumentos expressivos na frota de jatos, turboélices e helicópteros. No cenário internacional, voos supersônicos ganharam destaque, aproximando-se da realidade comercial.
As notícias, baseadas em informações de fontes como a Anac e a imprensa especializada, pintam um retrato dinâmico e desafiador da aviação em 2025. Acompanhe os principais eventos que moldaram o setor.
Recorde Histórico e Expansão no Transporte Aéreo Brasileiro
Os aeroportos brasileiros registraram um crescimento de 10% no movimento de passageiros nos primeiros meses de 2025, comparado ao ano anterior. A expectativa, conforme dados da Anac, é de fechar o ano com um recorde histórico de 130 milhões de viajantes. Até novembro, 117,8 milhões de pessoas já haviam viajado de avião.
O fluxo internacional também se destacou, com 25,5 milhões de passageiros nos primeiros 11 meses do ano. Os principais destinos de viagem incluem Argentina, Estados Unidos e Chile, evidenciando a forte conectividade regional e transatlântica.
Ameaças de Fusão e Reestruturação de Companhias Aéreas
Um dos pontos de maior atenção foi a tentativa de combinação de negócios entre Azul e Gol, que anunciaram um memorando de entendimento para avaliar uma possível fusão. No entanto, a Azul posteriormente comunicou o fim das negociações com o grupo Abra, controlador da Gol, encerrando as expectativas de união no mercado brasileiro.
Em paralelo, a Azul entrou com pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos, um processo similar à recuperação judicial no Brasil. O objetivo é reestruturar dívidas bilionárias e buscar novo aporte financeiro, com a devolução de diversas aeronaves.
Avanços Tecnológicos e o Futuro dos Voos Supersônicos
O futuro da aviação ganhou contornos mais próximos com o voo de teste do avião demonstrador XB-1 da Boom Supersonic. A aeronave ultrapassou a barreira do som, atingindo Mach 1,1 no deserto de Mojave, nos EUA. Este marco representa um passo significativo para o desenvolvimento do futuro jato comercial supersônico Overture.
A inovação também se fez presente com o eVTOL brasileiro da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. O protótipo em escala real realizou seu primeiro voo não tripulado, confirmando a integração de sistemas essenciais e marcando o início da fase de testes em voo.
Acidentes e Incidentes: Lições para a Segurança Aérea
O ano também foi marcado por tragédias. Em junho, o voo AI171 da Air India caiu logo após a decolagem na Índia, resultando em 260 mortes, um dos primeiros acidentes fatais com um Boeing 787 Dreamliner. Outro acidente fatal ocorreu na Rússia, com o voo 2311 da Angara Airlines, um Antonov An-24, que vitimou seus 48 ocupantes.
Um incêndio em uma subestação elétrica em Londres paralisou as operações no aeroporto de Heathrow por cerca de 16 horas em março, com mais de 1.000 voos cancelados e impactando aproximadamente 200 mil passageiros. O caso da atriz Ingrid Guimarães, que relatou ter sido forçada a trocar de assento, reacendeu debates sobre políticas comerciais e atendimento ao passageiro.
Novidades e Polêmicas na Aviação Executiva e Geral
A aviação executiva brasileira demonstrou um vigor impressionante, com um crescimento de 18% em jatos, 13% em turboélices e 10% em helicópteros a turbina na Labace. Em contrapartida, uma proposta de cobrança de “pedágio” para aeronaves no Aeroporto de Sorocaba (SP) gerou forte reação negativa de pilotos e empresas.
A Robinson Helicopter Company apresentou o R88, seu novo helicóptero monomotor de grande porte. A Flybondi, companhia low cost argentina, surpreendeu ao encomendar aeronaves Airbus A220 e Boeing 737 MAX 10, rompendo com sua estratégia de frota única.
Em termos de segurança e regulamentação, o governo federal anunciou um acordo para estudar os efeitos da radiação cósmica em aeronautas. Já um projeto de lei propôs autorizar o embarque armado em voos domésticos, gerando debates sobre segurança.
A fabricante Airbus emitiu um recall para cerca de 6.000 aeronaves da família A320 devido a falhas de software, impactando operações globais, mas os problemas foram gradualmente contornados.
