Salvador lidera alta de preços de imóveis residenciais em 2025, com valorização de 16,25%
O mercado imobiliário residencial no Brasil registrou um ano de alta expressiva em 2025, com Salvador (BA) se destacando como a capital com o maior aumento no preço médio dos imóveis. A capital baiana alcançou uma valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo dados divulgados pelo Índice FipeZAP.
A pesquisa, que monitora o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras com base em anúncios online, não registrou nenhuma queda de valores entre os municípios analisados. Esse cenário de valorização geral indica um mercado aquecido e em ascensão em diversas regiões do país.
O bom desempenho econômico do Brasil em 2025, com destaque para a melhora no mercado de trabalho, é apontado como um dos principais fatores para essa valorização. Conforme informação divulgada pelo FipeZAP, a taxa de desemprego atingiu o menor patamar histórico, e o Produto Interno Bruto (PIB) superou as projeções iniciais, fechando o ano com crescimento significativo.
Outras capitais seguem o ritmo de valorização
Na sequência de Salvador, outras capitais brasileiras também apresentaram aumentos consideráveis nos preços dos imóveis residenciais. João Pessoa (PB) registrou uma alta de 15,15%, seguida por Vitória (ES) com 15,13%. São Luís (MA) e Fortaleza (CE) completam o grupo das cinco primeiras, com valorizações de 13,91% e 12,61%, respectivamente.
Por outro lado, as capitais com menores avanços nos preços foram Brasília (DF), com 4,05%, Goiânia (GO) com 2,55%, e Aracaju (SE) com 2,23%. Nestes casos, os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período, o que na prática representa uma queda real no valor dos imóveis.
Preço médio nacional e fatores econômicos
De forma geral, comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o FipeZAP. Este resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, evidenciando um forte aquecimento do setor. O aumento superou a inflação ao consumidor, resultando em uma alta real de 2,24% nos imóveis.
Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que esse cenário positivo está atrelado ao bom desempenho da economia brasileira. A queda na taxa de desemprego e o crescimento do PIB são fatores cruciais que impulsionam a confiança do consumidor e, consequentemente, o mercado imobiliário.
Cidades mais caras e mais baratas do país
O preço médio de venda de imóveis residenciais nas 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP foi de R$ 9.611/m² em dezembro. Considerando essa média, um apartamento de 50 metros quadrados custava, em média, R$ 480,5 mil. Imóveis de um dormitório apresentaram preço médio superior aos de dois dormitórios.
Balneário Camboriú (SC) se mantém como a cidade mais cara do país, com o metro quadrado custando em média R$ 14.906. Entre as capitais, Vitória (ES) lidera, com R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). Em contrapartida, Pelotas (RS) figura como a cidade com o metro quadrado mais barato, a R$ 4.353.
