Preços de imóveis residenciais disparam 6,52% em 2025, com valorização real expressiva e impacto no bolso do consumidor.
Comprar um imóvel residencial tornou-se significativamente mais caro em 2025. O Índice FipeZAP revelou um aumento médio de 6,52% nos preços de venda, marcando a segunda maior alta anual nos últimos 11 anos. Este resultado supera a inflação oficial, indicando um ganho real considerável no valor dos imóveis.
A pesquisa, que abrange 56 cidades brasileiras, mostra que o preço médio do metro quadrado residencial atingiu R$ 9.611 em dezembro. Isso significa que um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil. A valorização dos imóveis em 2025 ficou acima da inflação ao consumidor (IPCA), estimada em 4,18% para o período, resultando em uma alta real de 2,24%.
Segundo Paula Reis, economista do Grupo OLX, o desempenho positivo da economia brasileira, especialmente no mercado de trabalho, é um dos principais motores dessa valorização. Apesar da alta nas taxas de juros, o aumento da renda geral permitiu que o financiamento imobiliário continuasse acessível para muitas famílias.
Economia Forte Impulsiona Mercado Imobiliário
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor índice da série histórica iniciada em 2012. Paralelamente, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 projetou um crescimento em torno de 2,3%, superando as expectativas iniciais do mercado. Estes indicadores reforçam um cenário econômico favorável.
O Índice FipeZAP, que monitora o preço médio de imóveis com base em anúncios online, não registrou quedas em nenhuma das 56 cidades analisadas em 2025. Este cenário contrasta com 2024, quando apenas uma cidade apresentou recuo nos preços.
Capitais Lideram Valorização, com Destaque para Salvador
Entre as capitais, Salvador (BA) apresentou o maior avanço nos preços de imóveis residenciais em 2025, com uma alta de 16,25%. Outras capitais que registraram aumentos expressivos incluem João Pessoa (PB) com 15,15%, Vitória (ES) com 15,13%, São Luís (MA) com 13,91% e Fortaleza (CE) com 12,61%.
Em contrapartida, Brasília (DF) com 4,05%, Goiânia (GO) com 2,55% e Aracaju (SE) com 2,23% apresentaram as menores altas. Essas variações, inferiores à inflação, significam uma queda real no poder de compra dos imóveis nessas localidades.
Dormitórios de Um Quarto Mais Caros e Balneário Camboriú no Topo
Uma particularidade observada é que imóveis de um dormitório registraram um preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Os apartamentos de um quarto foram negociados a R$ 11.669/m², enquanto os de dois quartos custaram R$ 8.622/m². Essa diferença pode refletir a alta demanda por unidades menores em centros urbanos.
A cidade mais cara do Brasil para se comprar um imóvel residencial continua sendo Balneário Camboriú (SC), com o metro quadrado custando em média R$ 14.906. Uma residência de 50 metros quadrados em Balneário Camboriú alcança o valor de R$ 745,3 mil. Entre as capitais monitoradas, Vitória (ES) lidera com R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis (SC) com R$ 12.773/m² e São Paulo (SP) com R$ 11.900/m². Pelotas (RS) figura como a cidade com o metro quadrado mais barato, a R$ 4.353.
Preço Médio de Venda e Distribuição Geográfica
O preço médio de venda de imóveis residenciais nas 56 cidades monitoradas foi de R$ 9.611 por metro quadrado, em dezembro. A distribuição dos preços entre as capitais mostra uma clara disparidade regional, com as cidades do Sul e Sudeste geralmente apresentando valores mais elevados.
A análise detalhada do Índice FipeZAP revela que as capitais com os metros quadrados mais caros são Vitória (R$ 14.108), Florianópolis (R$ 12.773) e São Paulo (R$ 11.900). Já as capitais com os menores valores são Teresina (R$ 5.789) e Aracaju (R$ 5.282), indicando oportunidades de investimento em regiões com menor custo.
