Petróleo Vira para Alta com Risco Geopolítico na Venezuela e Futuro Incerto da Produção
Os contratos futuros de petróleo operaram em baixa durante a madrugada, refletindo temores de excesso de oferta. Contudo, a situação mudou drasticamente ao longo do dia, com a **elevação do risco geopolítico na Venezuela** ganhando força e impulsionando os preços.
Apesar do interesse do governo Trump em expandir a atuação de petrolíferas norte-americanas no país, os impactos econômicos e financeiros de curto prazo tendem a ser limitados. A combinação de baixos preços do petróleo e a **incerteza política na Venezuela** dificultam a exploração do vasto potencial energético venezuelano.
Conforme análise da consultoria Capital Economics, um aumento relevante na produção venezuelana levaria “anos, não meses”. Essa perspectiva é reforçada pelo Citi Research, que destaca as **limitações técnicas e a falta de um ambiente de investimento estável** como entraves significativos para a recuperação produtiva.
Governo Trump Planeja Reuniões Cruciais sobre Venezuela
O governo Trump está organizando reuniões com grandes empresas petrolíferas, como Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron, para discutir a situação na Venezuela. Embora essas conversas não tenham ocorrido antes ou após a captura de Maduro, conforme relatado por executivos do setor, os encontros estão agendados para o final desta semana, sinalizando uma **aproximação estratégica**.
Produção Venezolana em Declínio Histórico e Recuperação Lenta
A produção de petróleo da Venezuela sofreu um **despenco nas últimas décadas**, resultado de má administração e da ausência de investimento estrangeiro após a nacionalização das operações nos anos 2000. No ano passado, a produção média foi de cerca de 1 milhão de barris por dia, representando aproximadamente 1% da produção global.
Oportunidade e Desafios para o Petróleo Venezolano no Mercado Internacional
A presidente interina da Venezuela expressou no domingo o desejo de cooperar com os EUA, buscando a suspensão do ataque naval, bloqueio e sanções. “Espero que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos e, por fim, que as sanções sejam suspensas, permitindo que grande parte, se não todo, o petróleo venezuelano preso no mar e no armazenamento alfandegado seja disponibilizado para o mercado”, declarou Simon Wong, gerente de portfólio da Gabelli Funds. No entanto, ele ressalta que **levará tempo para que a Venezuela aumente sua produção**, mesmo com essas condições favoráveis.
