Dólar abre em alta com mercado atento à captura de Maduro pelos EUA e projeções econômicas do BC
O primeiro pregão de 2026 iniciou com o dólar em leve alta, avançando 0,12% e sendo cotado a R$ 5,4305 às 9h01. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu às 10h, mas o clima geral é de atenção aos desdobramentos da crise na Venezuela e às projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central.
As mudanças na composição do Ibovespa também estão no radar dos investidores. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, domina as atenções. Maduro deve comparecer a uma audiência em Nova York ainda hoje, evento que gera incertezas no mercado financeiro global.
O mercado brasileiro, conforme informações divulgadas, acompanha de perto esses eventos. Enquanto isso, os preços do petróleo seguem voláteis, com o ouro disparando mais de 2% e os bonds venezuelanos subindo com força, refletindo expectativas de reestruturação da dívida do país. No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano, estimando queda nos juros e crescimento mais lento do PIB.
Crise na Venezuela e o impacto nos mercados globais
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos é o principal fator de atenção no início de 2026. A audiência de Maduro em Nova York é aguardada com expectativa, e o desfecho pode influenciar a percepção de risco geopolítico global. Os preços do petróleo, embora voláteis, reagem a essa tensão, e o ouro apresentou forte valorização, indicando busca por ativos de segurança.
A instabilidade na Venezuela, um importante produtor de petróleo, pode gerar novas ondas de incerteza nos mercados de commodities. A expectativa de reestruturação da dívida venezuelana também movimenta os mercados, com bonds do país apresentando alta expressiva. Essa movimentação reflete a complexidade da situação geopolítica na região.
Projeções econômicas do BC e a nova composição do Ibovespa
O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, apresentou as primeiras projeções econômicas para 2026. Economistas estimam queda nos juros, um crescimento do PIB mais lento, inflação dentro da meta e câmbio estável. A previsão para a inflação em 2025 recuou para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%.
Na bolsa de valores, o Ibovespa iniciou 2026 em baixa, após um desempenho positivo em 2025, com alta de quase 34%. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e retira os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada. Essas mudanças podem afetar o fluxo de investimentos no índice.
Mercados internacionais em ritmo lento, mas com sinais de otimismo
Com vários mercados ainda operando em ritmo lento devido aos feriados, o volume de negociações foi baixo. No entanto, as bolsas globais começaram 2026 em alta. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de perdas e fechou em alta. O S&P 500 também registrou avanço, enquanto o Nasdaq Composite teve leve queda.
Na Europa, o índice STOXX 600 subiu, impulsionado pelo retorno dos investidores após as celebrações de Ano Novo. O indicador registrou a terceira semana consecutiva de ganhos, com o melhor desempenho desde 2021, apoiado pela queda das taxas de juros e por estímulos fiscais. Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos.
Metais preciosos em alta e petróleo busca recuperação
Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico de valorização em 2025, que foi a maior em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua história, refletindo a busca por proteção diante da fraqueza do dólar e tensões geopolíticas.
O petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil, com preços registrando a maior queda anual desde 2020. No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia.
